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Cloud computing entenda o conceito

22 nov
2012

Cloud computing entenda o conceito

O hype em torno da computação em nuvem e o mau uso do termo por alguns provedores criam confusão no mercado e se isso continuar, pode prejudicar muitos benefícios do modelo, diz o Gartner. Em seu relatório anual Hype Cycle, o instituto de pesquisas afirma que o termo tornou-se confuso para o mercado à medida que os vendedores adotam a postura “cloudwashing”, intitulando-se como fornecedores de nuvem quando na verdade não são.

Essa falta de comunicação pode, em última instância, prejudicar os usuários finais e ofuscar as bandeiras da cloud. “A confusão continua a ser a norma do mercado”, afirma relatório do Gartner sobre a indústria. “Muitos equívocos existem em torno de potenciais benefícios, armadilhas e, claro, redução de custos. Cloud é, muitas vezes, parte da discussão de corte de custos, apesar de essa capacidade não ser a principal”, observa o estudo.

“Há também muitas razões para falar sobre os recursos ativados pela computação em nuvem: velocidade, agilidade e inovação. Esses são os benefícios potenciais que podem ser negligenciados quando tratam o tema com exagero”, ensina.

A cada ano, o Gartner avalia o hype que cerca várias tecnologias e diz que, em geral, o burburinho em torno da computação em nuvem está realmente nivelado em relação aos anos anteriores.

As empresas estão adotando a nuvem com variados graus de sucesso. Mas o modelo é um termo amplo que inclui várias tecnologias, e algumas estão apenas alcançando o pico das expectativas infladas. Entre elas, Big Data, plataforma como serviço (PaaS), infraestrutura como serviço (IaaS) e computação em nuvem privada.

Formas mais tradicionais de computação em nuvem já estão sendo experimentadas pelo mercado e tornaram-se convencionais, como software como serviço (SaaS) e virtualização.

John Howie, COO da Cloud Security Alliance, entidade que trabalha para adotar os padrões na indústria em nuvem, afirma que cloud é muito mais do que um chavão. Segundo ele, é uma ferramenta poderosa para as empresas explorarem o que pode ser, em muitas circunstâncias, um método de computação mais eficiente.

“Entre os consumidores, a expectativa sobre o que a nuvem pode proporcionar é exagerada”, admite. “Mas os provedores tornaram-se muito mais realistas e acho que tem feito o seu melhor para definir as expectativas apropriadas. As pessoas que estão realmente tomando decisões sobre a implementação de nuvem na empresa têm alto nível de compreensão do que o modelo pode possibilitar”, completa.

Para Howie, é de interesse dos fornecedores de cloud retratar com precisão seus serviços de nuvem, especialmente para os grandes como Amazon Web Services, Google e Microsoft. “Eles não querem perder a credibilidade de seus clientes”, indica.

Em razão do interesse na indústria haverá “fornecedores fly-by-night”, ou o que o Gartner descreve como “cloudwashing”, aqueles que se aproveitam da oportunidade. O Gartner define essas companhias como aquelas que, por exemplo, oferecem computação pay-per-use, [pago pelo uso], mas não têm a capacidade de escalar recursos de forma dinâmica.

Howie diz que há definições explícitas apresentadas pelo National Institute for Standards in Technology (Instituto Nacional de Padrões em Tecnologia) para a computação em nuvem que, segundo ele, são geralmente aceitas na indústria para definir o modelo.

O executivo não se preocupa com a confusão de mercado levando ao exagero do tema. Em vez disso, ele diz que o maior problema com a computação em nuvem é que muitos usuários pensam que o modelo irá automaticamente contribuir para redução de custos.

Claro que o modelo pode contribuir, diz, mas tem de ser implementado corretamente e pelas razões certas. Esse equívoco sobre os benefícios monetários da nuvem não é culpa dos fornecedores, acrescenta, e está relacionado ao planejamento e à implementação de computação em nuvem na organização.

Fonte: Computer World

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