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Level 3: da infra ao conteúdo

27 jun
2013

Level 3: da infra ao conteúdo

Para a multinacional Level 3, fornecedora de solucões em telecomunicações, mais do que prover redes e suporte, os serviços de transmissão e conteúdo serão um mercado de peso nos próximos anos.

Focada em soluções corporativas, com serviços gerenciados de voz, gerenciamento de redes e data center, a Level 3 está apostando também em serviços de vídeo e distribuição de conteúdo, de olho em mercados emergentes como o e-commerce e transmissão de vídeos para impulsionar sua operação.

Level3

Em 2012, a companhia fechou com um faturamento nacional de R$ 265 milhões, crescimento de 15% em 2012, em comparação com o ano anterior.

Com seu foco dedicado da empresa ao segmento corporativo, nas médias e grandes empresas, a Level 3 conta com três data centers no país (Curitiba, Cotia e Rio de Janeiro). Com esta estrutura, a empresa pretende se manter forte, mesmo com a entrada de grandes players de telecomunicação no setor corporativo, como a Oi e Vivo.

“Nosso foco é nítido em atendimento com qualidade, com incremento em banda e serviços web, assim como o incentivo ao mercado de provedores, e o plano é manter o ritmo de crescimento”, destacou Yuri Menck, gerente de marketing estratégico e comunicações da companhia.

Para Victor Maeda, gerente de produto switched data e internet da companhia, a demanda por redes mais robustas contribuiu para a criação de serviços mais completos, híbridos e gerenciáveis, com maior disponibilidade.

Com esta estrutura, a empresa aposta do Vyvx, um sistema gerenciado de transmissão de vídeos com alta velocidade e qualidade.

Conforme aponta Maeda, no país a solução já é utilizada por canais de televisão a cabo como a ESPN Brasil, e é otimizada para transmissões ao vivo.

“A solução pode ser usada para transmissão de eventos ao vivo, com baixa latência, com suporte inclusive para transmissões internacionais. Um exemplo foi a transmissão ao vivo da final da Champions League para a Fox Sports America, que foi realizada via Vyvx”, explicou.

E-COMMERCE E GAMES

No Brasil, o e-commerce é um caminho importante para os negócios da Level 3. Um mercado que movimentou cerca de 22 bilhões em 2012 segundo a e-bit, o comércio virtual está investindo pesado para reforçar sua presença e disponibilidade na rede.

Para atacar nestas frentes, a Level 3 aposta nos serviços de data center e Content Network Distribuition (CDN), tecnologia que replica dados das empresas através de pontos na rede, reduzindo o tempo de carregamento.

Segundo destaca a especialista em marketing de produtos da companhia, Christiane Nicoletti, esta otimização dos dados a serem carregados traz agilidade para negócios como, por exemplo, sites de e-commerce, que exigem resposta rápida no sistema.

“O acesso às páginas e as atualizações de dados precisam ser mais ágeis, se não a empresa pode perder um clientes em potencial”, explica Nicoletti, que cita o exemplo da Dafiti, que utiliza serviços de CDN da Level 3.

Na parte de data centers, Nicoletti também cita o caso da produtora norte-americana Riot Games, criadora do sucesso online League Of Legends, com cerca de 70 milhões de jogadores.

A empresa norte-americana contratou os serviços da Level 3, passando sua estrutura nacional do game para o Premier Elite data center da empresa São Paulo. Antes, as conexões eram feitas no data center da Riot, em Miami.

Para a executiva, o segmento de games também está na mira da companhia, que conquista mais e mais espaço no mercado de TI.

“Acreditamos que o mercado de jogos digitais, tanto na parte de processamento nos data centers, como em transmissão de dados em alta velocidade, usando o CDN, ganhará bastante força nos próximos anos”, observa.

A Level 3, com presença em cerca de 55 países, firmou sua operação no Brasil em 2011, com a aquisição da Global Crossing (ex-Impsat), em um negócio global de US$ 3 bilhões.

Fonte: Baguete

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