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Médias empresas brasileiras lideram adoção global de cloud

13 nov
2014

Médias empresas brasileiras lideram adoção global de cloud

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Um estudo encomendado pela Dell revelou um resultado interessante: o Brasil abraçou a computação em nuvem. De acordo com o levantamento, 90% das médias empresas brasileiras consultadas na pesquisa afirmam ter algum tipo de aplicação em cloud. O percentual coloca o país ao lado do México como mercado com maior penetração do conceito. A média global de adesão é de 79%. Além disso, por aqui, apenas 1% não consideram projetos nessa área.

Foi esse o cenário desenhado no levantamento “Global Technology Adoption Index”, que indagou 2 mil decisores de TI de 11 países (cerca de 200 deles, brasileiros), sobre seus hábitos e projetos envolvendo cloud, big data, segurança e mobilidade.

Apesar de abraçar a nuvem, ficamos um pouco para trás quando o assunto foi big data. Segundo o levantamento, 51% das médias empresas nacionais afirmam ter capacidade para analisar grandes volumes de dados, percentual superior apenas ao indicado por respondentes da França (45%) e Japão (49%).

Já quando o assunto é mobilidade, 43% dos entrevistados brasileiros afirmaram ter uma estratégia direcionada e alinhada aos objetivos de negócio para lidar com o tema. No perfil de companhias pesquisadas, seus parques de equipamentos que acessam a rede corporativa se compõem 44% por tablets, 46% por smartphones e 59% dos laptops, pouco abaixo da média global (47%, 48% e 65%, respectivamente).

Luis Gonçalves, diretor-geral da subsidiária local da Dell, conversou com Computerworld Brasil para repercutir os resultados do estudo no âmbito nacional. O executivo aproveitou para dar um panorama dos direcionamentos da estratégia a partir das constatações verificadas. Veja alguns trechos da entrevista.

Computerworld Brasil – O que significa o fato de que 90% das empresas brasileiras pesquisadas indicarem que utilizam algum aplicativo de nuvem?
Luis Gonçalves – Indica que os decisores brasileiros têm mais apetite para o uso de novas tecnologias. Seja devido aos custos de adoção [de cloud] seja pelo impacto trazido pelos dispositivos móveis, que forçam companhias a adotar algum aplicativo na nuvem. Percebemos que no Brasil os clientes já desmistificaram o uso de aplicações baseadas em cloud e vêm adotando isso com certa representatividade. Esse é o primeiro aspecto interessante. Se extrapolarmos isso, podemos dizer que as médias empresas nacionais abraçaram o conceito nuvem.

CW – Mas esse percentual elevado não refletiria apenas a adoção de sistemas mais simples rodando em cloud, como mensageria, por exemplo?
Gonçalves – Mesmo que seja isso, é algo que dá indícios de que as empresas brasileiras criaram mecanismos para contratação de serviços em nuvem que abrem portas para novas adoções. O interessante é que já desmistificamos um pouco esse tema. Não se trata mais de um tabu. A pesquisa é realizada em diversos países e a maioria das empresas ainda têm preocupações grandes em relação à segurança.

CW – O que os dados relativos ao tema big data revelam?
Gonçalves – Apenas 31% das empresas brasileiras realmente conseguem tirar os benefícios do big data. A maioria está no grande volume de informação. Com a digitalização dos negócios, essencialmente, o volume de dados tende a crescer. A próxima explosão nesse sentido é a internet das coisas. Isso significa que há um espaço enorme para aplicações e para empresas que se dediquem a oferecer soluções que enderecem esse desafio. Para se ter uma ideia, só um sexto das empresas estão, de fato, fazendo alguma coisa ou extraindo algo relevante entorno do tema.

CW – O que mais chamou a atenção de vocês com relação aos resultados obtidos localmente?
Gonçalves – Ainda acreditávamos que empresas brasileiras eram mais resistentes a soluções na nuvem. Achávamos que o nível local de adoção do conceito estaria mais próximo ou até um pouco abaixo da média global. Mas, conversando com analistas, eles avaliaram que era esse um cenário plausível, pois países em estágio anterior a adoção tecnológica, dão saltos que os levam mais rapidamente rumo a novas tecnologias. O legado é menor, o que os torna mais agressivos na adoção dessas inovações. Hoje, uma PME pode usar a mesma ferramenta de uma grande, colocando-as para competir de igual para igual do ponto de vista de ferramental de trabalho.

CW – Como o cenário desenhado na pesquisa deve influenciar a estratégia da Dell no Brasil?
Gonçalves – Valida nossa estratégia. Definimos, há pouco mais de dois anos, que teríamos foco em uma abordagem de inovação prática para resolver problemas reais de forma eficiente e custo acessível. Para isso, olhamos quatro vertentes principais, que é onde queremos aterrizar: conectividade, mobilidade, transformação e segurança. Conectividade é essa proliferação de dispositivos; proteger é obvio, fácil de entender; transformar é atacar big data, com tudo conectado para usar informações na transformação dos negócios; por fim, quando falamos mobilidade é a incorporação de máquinas, internet, pessoas e transformar o dado disponível. Estamos focados nisso.

Outros dados do levantamento:

– 78% das empresas brasileiras confiam na segurança dos dados armazenados na nuvem, contra uma média de 60% no mundo.

– 36% dos entrevistados no País tem estratégia de mobilidade orientada por demandas pontuais, ou seja: sem objetivos claros. Além disso, 21% afirmaram não ter uma estratégia formal.

– Só 28% das companhias de médio porte brasileiras têm políticas formais de BYOD – contra uma média mundial de 32%. Do universo pesquisado, 36% apresentam regras informais e 38% não criaram políticas.

– 54% das companhias entrevistas no Brasil citaram que ainda não têm certeza sobre como tratar big data e 31% entendem os benefícios reais e já estão trabalhando com soluções.

 

Fonte: Computer World

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