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Preocupado com inflação, BC atua e dólar cai a R$ 2,05

26 dez
2012

Preocupado com inflação, BC atua e dólar cai a R$ 2,05

SÃO PAULO – O Banco Central movimentou uma quarta-feira que se mostrava apática nos mercados financeiros, ao fazer dois inesperados leilões de swap cambial tradicional, operação que equivale à venda de dólar no mercado futuro. As atuações derrubaram a cotação do dólar para o menor nível em seis semanas. Para operadores de câmbio, o BC indicou que há uma preocupação maior com a inflação no radar, o que justifica a busca de uma banda informal mais baixa, entre R$ 2,00 e R$ 2,05.

“O BC tem sinalizado que a trajetória do câmbio não está condizente com fundamentos da economia e, por isso, ele está atuando”, afirma o economista-chefe do BES Investment, Jankiel Santos. “Há preocupação com inflação e o BC mostrou que pode usar outros instrumentos, além dos juros, para amenizar essa pressão.”

Desde o início dos negócios, o dólar operou em queda, mas sempre na casa de R$ 2,07 – nível que, na opinião de operadores, deveria ser mantido ao longo do pregão, uma vez que não havia sinais de fluxo negativo de recursos ou mesmo reacomodação de posições por parte dos investidores.


Em resposta imediata ao leilão, a cotação do dólar ampliou a queda até alcançar a mínima de R$ 2,040 – taxa que, se mantida até o fim do pregão, seria a menor desde 7 de novembro. A cotação acabou acomodando-se mais para cima, mas ainda perto do que parece ser o limite desejado para a moeda, em R$ 2,05. Se fechar próximo dessa cotação, o dólar estará no menor nível desde o dia 15 de novembro, quando a moeda americana encerrou o pregão a R$ 2,051.

Por volta das 14h15, o dólar comercial recuava 1,25% para R$ 2,052. Já o dólar futuro para janeiro caía 1,29% para R$ 2,051.

O alívio da cotação do dólar abriu espaço para alguma queda também dos juros futuros na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). O entendimento foi de que o BC agiu para colocar a moeda em patamares mais “condizentes” com os fundamentos, ou seja, que não afetem o rumo da inflação.

Mesmo com a queda de hoje, entretanto, as taxas seguem em níveis superiores aos observados no início da semana passada, quando foi observada uma correção importante nas taxas dos contratos justamente por causa dos indicadores mais salgados de inflação.

Na BM&F, o DI janeiro/2014 cai a 7,14%, ante 7,17% na sexta-feira. Já o DI janeiro/2017 projeta 8,54%, ante 8,59% na sexta-feira. Há uma semana, o contrato era negociado a uma taxa perto de 8,45%.

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Fonte: UOL

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